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Poesía y Rebeldía

  • 27 de set. de 2020
  • 1 min de leitura

"Quem de três tira noventa

Adivinhem quanto fica?

Esta conta é que atormenta

Que enfeza, que mortifica

Os pobres proletários.

Neste jogo de entremez

Ganham seis mil réis diários

Gastam trezentos por mês

Custa a caso cento e tantos,

O sapato custa trinta

Roupa, nem se sabe quantos

O vendeiro não se finta

A feira só para os ricos

O armazém para os ricaços

Se houvesse ao menos uns bicos

Tivéssemos quatro braços

Trabalha-se o dia inteiro

À noite cai-se no chão.

Esta vida sem dinheiro

Não é de fome, é de cão!"


(Versos distribuídos nas fábricas, sem atribuição de autoria, publicado no Jornal A Plebe -Greve Geral de 1917 - SP)

 
 
 

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"Yo creo que fuimos nacidos hijos de los días, porque cada día tiene una historia 

nosotros somos las historias que vivimos...

Eduardo Galeano

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"Atravessei a rua, atravessei a vida, acreditei que era perto e fui lá ver..."
                                                                          

                                                                                   Gonzaguinha

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