Poesía y Rebeldía
- 27 de set. de 2020
- 1 min de leitura
"Quem de três tira noventa
Adivinhem quanto fica?
Esta conta é que atormenta
Que enfeza, que mortifica
Os pobres proletários.
Neste jogo de entremez
Ganham seis mil réis diários
Gastam trezentos por mês
Custa a caso cento e tantos,
O sapato custa trinta
Roupa, nem se sabe quantos
O vendeiro não se finta
A feira só para os ricos
O armazém para os ricaços
Se houvesse ao menos uns bicos
Tivéssemos quatro braços
Trabalha-se o dia inteiro
À noite cai-se no chão.
Esta vida sem dinheiro
Não é de fome, é de cão!"
(Versos distribuídos nas fábricas, sem atribuição de autoria, publicado no Jornal A Plebe -Greve Geral de 1917 - SP)

Comentários